Um médico foi afastado de suas funções após ser indiciado pela morte de uma criança picada por escorpião em São Paulo, segundo apuração do Grupo Jota Sidney.
O que aconteceu
A Prefeitura de Conchal, interior de São Paulo, interrompeu o vínculo com um médico após ele ser indiciado pela morte de Bernardo, menino de 3 anos, que foi picado por um escorpião em agosto de 2025. Segundo apuração do Grupo Jota Sidney, o profissional está sendo responsabilizado por negligência no atendimento à criança.
O indiciarão aponta que a demora no diagnóstico e no tratamento foram decisivos para o desfecho fatal. A polícia investiga falhas no protocolo de atendimento hospitalar para acidentes com escorpiões, incluindo acesso retardado a soro antiescorpiônico.
Por que acontece
Picadas de escorpião demandam diagnóstico e intervenção rápida. Em crianças, cuja massa corporal é menor, o efeito do veneno é proporcionalmente maior e o tempo para complicações é mais curto. A vítima pode desenvolver edema, paralisia e complicações sistêmicas em minutos.
São Paulo vive aumento de acidentes com escorpiões desde meados dos anos 2010. O crescimento urbano invadiu habitats naturais, forçando o animal para áreas residenciais. A falta de informação sobre primeiros socorros e protocolos hospitalares claros deixa famílias e profissionais de saúde vulneráveis. Alguns estabelecimentos de saúde não mantêm soro antiescorpiônico em estoque.
O que fazer
Morador: Se picado, procure atendimento médico imediatamente. Capture o animal se possível com segurança (em recipiente fechado) para identificação. Aplique gelo na região afetada apenas nos primeiros 10 minutos. Não puxe a cauda do escorpião do ferimento nem tente matá-lo com força, pois pode aumentar o veneno injetado. Notifique o hospital sobre a espécie para que prepararem o soro correto.
Poder público e instituições de saúde: Mantenham estoque permanente de soro antiescorpiônico. Treinem equipes de urgência sobre o protocolo de atendimento. Avaliem a presença de escorpiões em hospitais e unidades de saúde e implementem barreiras física nas entradas e inspecionando insumos que chegam da externa. Divulguem informações sobre risco e primeiros socorros nas campanhas de saúde pública.
O monitoramento contínuo de escorpiões em ambientes onde circulam pessoas, especialmente crianças, reduz o risco de acidentes ao alertar sobre a presença do animal antes que o encontro traumático ocorra.
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- G1 - Morte de menino picado por escorpião: veja 6 pontos que levaram polícia a indiciar médico
- Ministério da Saúde - Manual de diagnóstico e tratamento de acidentes por animais peçonhentos